Renato Pita e Marco Macedo passaram dois dias de percalço em percalço nesta quarta participação em provas do ERC 2013 aos comandos do Peugeot 208 R2. Depois de uma boa entrada na Super-Especial de quinta-feira, aconteceu quase de tudo um pouco à dupla, mas o piloto BP Portugal, ao invés de querer esquecer o rali, faz questão de o recordar, para que, salvo nos imponderáveis, não mais se repitam as situações vividas.
O Rali da Croácia, pontuável para o Campeonato da Europa de Ralis (ERC), não foi positivo para Renato Pita e Marco Macedo. Teve todavia o condão de cumprir o principal objectivo. “Completámos a prova após um bom trabalho nos reconhecimentos e adquirimos a experiência que nos há-de ser fundamental para, no próximo ano, levarmos daqui um resultado bem mais consentâneo com as nossas expectativas”, começa por referir Renato.
De facto, depois de, ontem, sexta-feira, o bom ritmo na estrada ter sido prejudicado por três penalizações que levaram ao agravamento em 2m30s do tempo registado no terreno, hoje, furos e consequentes trocas de rodas em pleno troço, que custaram cerca de 14 minutos, comprometeram toda e qualquer hipótese de recuperação.
As penalizações deveram-se, primeiro, ao atraso de dois minutos (20 segundos reais) no controlo do primeiro troço de sexta-feira, porque, um problema no macaco tornou demasiado demorada a troca de pneus adequados para o piso molhado. Os aguaceiros matinais que interromperam vários dias de bom tempo ainda voltariam a incomodar, mas deixaram desde logo a primeira mossa.
Depois, um percalço numa ligação já próximo do arranque para o segundo troço do dia gerou um atraso de mais oito minutos (1m20s reais). E como se não bastasse, o excesso de zelo de um polícia obrigou a que tivessem de se deslocar a um multibanco para pagarem uma multa por ignorarem um Stop num cruzamento de grande visibilidade
Mais cinco minutos perdidos (50 segundos reais) e um 37º lugar à geral (11º na classe) que não espelhava o real andamento dos únicos portugueses presentes no ERC 2013. “Fiquei mais uma vez algo sensibilizado pela forma como fomos aplaudidos tanto na cerimónia de abertura como na de encerramento, e também pela forma como os croatas nos olhavam, com um misto de simpatia e alguma admiração pela origem tão distante”, diz, a propósito, Renato Pita.
O pior estava, como já enunciado, para vir, quando, depois da neutralização do primeiro troço de sábado (devido a um acidente) e após uma segunda especial bem conseguida, um furo no início da terceira custou cerca de seis minutos a Renato e Marco… e ainda dariam um “tête” antes de controlar.
E a segunda passagem pelos troços também não correu dentro da normalidade, porque a chuva voltou a surgir quando a dupla usava pneus para seco. Houve ainda assim apenas meio pião a assinalar. Já na penúltima PE, mais dois furos em simultâneo, uma vez mais devido ao piso degradado, custaram outros cerca de oito minutos. O rali acabou com nova passagem pela Super-Especial e o bom 12º lugar à geral ali registado não serviu para apagar a frustração.
“Não vou esquecer esta prova pelos piores motivos, mas há sempre algo de positivo a retirar de cada situação e é sempre por esse ângulo que gosto de analisar as coisas. Tenho a certeza de que em Sanremo, daqui a 15 dias, vamos dar uma excelente resposta”, conclui Renato Pita. Por seu turno, Marco Macedo realça o facto de o principal objectivo, “o conhecimento integral da prova de forma competitiva”, ter sido alcançado, mas lamenta naturalmente os infortúnios: “Há situações em que todos os factores se conjugam para um desfecho menos bom e temos de saber reagir. É o que faremos”.
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por: Comunicado de Imprensa